Aprovada em primeira votação, proposta valoriza uma das lojas mais tradicionais da cena do Rock na capital
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 680/2025, de autoria do vereador George Hato (MDB), que declara a Woodstock Rock Store como patrimônio cultural imaterial do Município de São Paulo.
Fundada em 1978 e localizada na região central da cidade, a Woodstock Rock Store é considerada um dos espaços mais tradicionais de difusão do rock nacional e internacional em São Paulo. Ao longo de quase cinco décadas, a loja se consolidou como ponto de encontro de músicos, produtores, colecionadores e fãs, especialmente ligados ao rock, metal, punk e às vertentes alternativas.
De acordo com o projeto, a Woodstock é reconhecida como espaço de referência da cultura do rock e de resistência cultural, além de representar um ponto de encontro de diferentes gerações de artistas, músicos e apreciadores da cena alternativa e independente da cidade.
Para o vereador George Hato, a iniciativa busca preservar a memória de um espaço que ajudou a formar a identidade musical e urbana da capital.
“A Woodstock Rock Store não é apenas uma loja. Ela faz parte da história afetiva e cultural de São Paulo. É um espaço que atravessou gerações, deu visibilidade ao rock, ao metal, ao punk, à música independente e à cultura alternativa. Reconhecer essa trajetória é valorizar a diversidade cultural da nossa cidade e garantir que essa memória continue viva”, afirma o vereador George Hato.
A justificativa do projeto destaca que a atuação da Woodstock vai além do comércio, funcionando como polo cultural independente, com papel importante no acesso à música, à moda alternativa, à memória fonográfica, aos fanzines e a expressões contraculturais que marcaram gerações.
O reconhecimento como patrimônio cultural imaterial não implica tombamento ou intervenção direta no imóvel ou na atividade comercial. A medida atribui à loja e à sua história o valor simbólico e cultural que ela representa para São Paulo, preservando sua memória e sua importância para a cena musical paulistana.
A proposta também dialoga com o trabalho de valorização da cultura realizado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, que tem apoiado diferentes manifestações artísticas e ampliado o reconhecimento da cena cultural da cidade, incluindo o rock e os movimentos independentes que fazem parte da identidade de São Paulo. Além disso, a iniciativa se soma ao esforço da Prefeitura de revitalização do centro da cidade, região onde a Woodstock Rock Store construiu sua história e se tornou referência para gerações de músicos, colecionadores e fãs da cultura alternativa.
Com o avanço do projeto, a capital dá mais um passo no reconhecimento de espaços culturais tradicionais que nasceram da vivência urbana, da criatividade popular e da força de comunidades que mantêm viva a diversidade artística paulistana.