Evento reuniu mais de 4 mil sakuras, 66 apresentações culturais e mais de 200 barracas; celebração contou com o apoio da Prefeitura de São Paulo, na gestão Ricardo Nunes
A 46ª Festa das Cerejeiras transformou novamente o Parque do Carmo, em Itaquera, em um dos principais destinos culturais e turísticos de São Paulo. Realizado nos dias 24, 25, 26 e 31 de julho e 1º e 2 de agosto, o evento gratuito reuniu moradores de diferentes regiões da capital para acompanhar a florada das sakuras e conhecer um pouco mais das tradições japonesas.
Somente no primeiro fim de semana, 1.813.539 pessoas passaram pelo parque, número que já superou o público total registrado em 2025. A sexta-feira recebeu 75.565 visitantes, enquanto o sábado contabilizou 466.414 pessoas. No domingo, dia da cerimônia oficial de abertura, foram 1.271.560 visitantes, estabelecendo um novo recorde para a festa. Até o fechamento desta matéria, o total consolidado dos seis dias ainda não havia sido divulgado.
O grande destaque foi o Bosque das Cerejeiras, que abriga mais de 4 mil árvores das espécies yukiwari, himalaia e okinawa. Durante a florada, o público pôde praticar o hanami, costume japonês de se reunir para contemplar as flores e valorizar a beleza e os ciclos da natureza.
Além da contemplação das cerejeiras, a programação teve música, dança, atividades físicas tradicionais, oficinas e apresentações de taiko, os conhecidos tambores japoneses. Também participaram grupos de odori, bon odori, yosakoi, rádio taissô, kenko taissô e liang gong, além de cantores e artistas da comunidade nipo-brasileira.
A festa recebeu ainda o 6º Festival das Estrelas Tanabata. Inspirada em uma tradição japonesa, a atividade convidou os visitantes a escreverem desejos e mensagens em tiras de papel chamadas tanzaku. Os pedidos foram pendurados em estruturas decoradas, compondo um dos espaços mais procurados pelo público.
A gastronomia também teve grande participação. Segundo a divulgação da Agenda Nikkei, foram mais de 200 barracas de alimentação, produtos e lembranças. Entre os pratos oferecidos estavam udon, yakissoba, temaki, sushi, tempurá, gyoza e sakura mochi, além de outras opções orientais e brasileiras.
A história da festa começou na década de 1970, quando associações da comunidade nipo-brasileira de Itaquera se organizaram para plantar as primeiras mudas de cerejeiras no Parque do Carmo. A iniciativa esteve ligada às comemorações dos 70 anos da imigração japonesa no Brasil e deu origem a uma celebração que cresce a cada edição.
Para o vereador George Hato, a dimensão alcançada pelo evento mostra sua importância para toda a cidade.
“A Festa das Cerejeiras preserva uma tradição muito importante para a comunidade nikkei e, ao mesmo tempo, permite que milhões de pessoas conheçam essa cultura. É um evento que valoriza a Zona Leste, movimenta o turismo, gera oportunidades e mostra como São Paulo sabe receber e respeitar diferentes tradições”, afirmou o vereador.
Promovida pela Federação Sakura e Ipê do Brasil, a festa contou com a parceria da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Para a realização desta edição, o município destinou aporte de R$ 1 milhão, além de manter a cooperação para a conservação dos bosques e das cerejeiras durante todo o ano.
Na gestão do prefeito Ricardo Nunes, o Parque do Carmo recebeu investimentos e passa por uma requalificação. Entre as melhorias já entregues estão a fonte interativa Acqua Sampa, o novo Núcleo Esportivo, uma unidade da UMAPAZ, parquinhos naturalizados, novas luminárias no Bosque das Cerejeiras e uma fonte flutuante com 36 jatos de água. As obras incluem ainda reformas de sanitários, acessos, pavimentação, estacionamento e a implantação de 77 novos quiosques.
Com público recorde, extensa programação e participação de entidades da comunidade, a 46ª Festa das Cerejeiras reforçou a importância do Parque do Carmo como espaço de lazer, convivência e contato com a natureza. Também mostrou que uma iniciativa iniciada por um pequeno grupo, há quase cinco décadas, tornou-se um dos maiores eventos culturais da cidade de São Paulo.
